quinta-feira, 14 de abril de 2011

Buenos Aires

Como usar este Guia
Nossas dicas estão divididas da seguinte maneira: na Introdução você vai encontrar conselhos gerais (qual a melhor época, hospedagem, câmbio, transporte, etc). Em seguida, aparecem os bairros geograficamente posicionados da esquerda para a direita nos mapas. Dentro de cada bairro, há dicas de passeios em geral, atrações para as crianças, tango e gastronomia, esta última com uma ênfase maior que as demais. Todas as atrações e restaurantes aparecem em negrito. Os que se destacam estão sinalizados com uma estrela (ê). E aqueles indicados com duas estrelas (êê) são os imperdíveis, na nossa opinião. Os restaurantes estão em ordem alfabética, dentro de cada categoria (duas estrelas, uma estrela e sem estrela). Em algumas atrações, incluímos, entre colchetes, a indicação precisa do que dizer ao motorista de táxi, como por exemplo: [no táxi, dizer: para La Boca, Caminito].

Clique abaixo em "Mais Informações" para ler o post completo:

Você pode ler tudo em seqüência ou clicar nos links abaixo para ir direto a algum ponto de interesse:



Introdução

Quando Ir, Clima e Duração da Viagem
As estações em Buenos Aires costumam ser muito bem definidas, mas clima é uma coisa muito imprevisível e você pode pegar uma frente fria ou uma onda de calor fora da época esperada. Nós já saímos de um dia quentíssimo (cerca de 35 graus) para um dia bem frio (cerca de 13 graus) em pleno mês de março. Também saímos direto de uma frente fria em novembro para uma onda de calor fenomenal. O verão, aliás, pode ser desagradavelmente quente, com temperaturas que batem quase 40 graus, especialmente nos meses de janeiro e fevereiro. No inverno (principalmente de junho até agosto) faz bastante frio, leve ou compre bons casacos assim que chegar, para não virar picolé. A primavera (outubro e novembro) e o outono (de meados de março até meados de maio) são as épocas mais agradáveis (temperaturas em torno de 15ºC a 25ºC durante o dia), lembrando que sempre poderá fazer um frio fora de hora (leve casaco, em qualquer época). Em dias de chuva forte (pegamos duas no verão de 2010), os bairros de Palermo e Las Cañitas alagam (ficamos “presos” em um restaurante até 2h da madrugada...), mas a Recoleta não. Para uma primeira visita, em especial se houver crianças, recomendamos passar uma semana, mas um feriadão de 4 dias inteiros (descontados os dias de ida e volta) já é suficiente para se ter uma idéia do potencial turístico da cidade. Para estas estadas mais curtas o Buenos Aires Bus, ônibus turístico com várias paradas nos principais pontos turísticos, pode ser uma boa opção. Em 2011, depois de algumas décadas, o carnaval voltou a ser feriado na Argentina (na segunda e terça-feira), com as vantagens e desvantagens de um feriado (algum restaurante eventualmente fechado no feriadão, outro que deveria fechar na segunda-feira aberto, feirinha de artesanato e zoológico funcionando na segunda, etc).


Frente fria em novembro depois de dez dias de calor.


Crianças
Apesar de Buenos Aires ser tradicionalmente associada a um turismo de casais e pessoas mais maduras, por causa do tango, há muitas opções de lazer para os pequenos. As famílias portenhas em geral tem muitos filhos e a cidade oferece múltiplas atrações para entreter a garotada, listadas no tópico “Crianças” de cada bairro.


Buenos Aires: cidade simpática às crianças.


Pacote ou Avulso?
Nós sempre fomos “avulsos” (por conta própria), por vários motivos: emitimos as passagens com milhas, preferimos nos hospedar na Recoleta e não no centro (na grande maioria dos pacotes a hospedagem é em hotéis no centro), preferimos ter a opção de alugar um apartamento (não possível em pacotes) e sempre ficamos um tempo razoável para fazermos todos os passeios com calma (para não precisar pegar o corrido city tour, em geral de um turno, ou o Buenos Aires Bus).

Segurança
Buenos Aires já foi uma cidade bastante segura, comparável às grandes cidades européias. Contudo, principalmente depois da crise, a situação mudou um pouco. Nós, pessoalmente, jamais tivemos qualquer tipo de problema. Repito, nunca tivemos qualquer episódio sequer parecido com os narrados a seguir. No entanto, nos últimos anos temos lido e ouvido relatos de pessoas que passaram por situações desagradáveis, dentre as quais destacamos: batedores de carteira e bolsa, notas falsas (tanto na hora de receber o troco como em casas de câmbio, leia mais no tópico Dinheiro) e violência em La Boca, onde inclusive o Buenos Aires Bus foi alvo de apedrejamento por pivetes.

Hospedagem
Como dito acima, preferimos nos hospedar na Recoleta, que fica até mais central do que o próprio Centro para fazer os passeios (pois há muita coisa em Palermo) e de noite tem uma atmosfera melhor (o Centro fica muito vazio), além de não alagar em dias de chuva forte (o que ocorre em alguns pontos de Palermo). Para famílias, em especial para passar uma semana ou mais, a melhor relação custo-benefício é alugar um apartamento (ver dica de site no item Recoleta), até porque o preço da hospedagem subiu bastante nos últimos anos, especialmente na Recoleta e em Palermo. Vejam os 10 motivos de Ricardo Freire para não se hospedar no centro no link:
E também um post mais recente do Ricardo Freire com 9 motivos para se hospedar na Recoleta: http://www.viajenaviagem.com/2011/05/9-razoes-pra-se-hospedar-na-recoleta-e-uma-pra-nao-se-hospedar/

Dinheiro
Pode-se levar dólares ou reais (quem não tem dólares, vale mais a pena levar reais, para não perder duas vezes no câmbio). No aeroporto de Ezeiza, não troque nas casas de câmbio que estão ainda dentro da área de desembarque, pois elas usam taxas de conversão escorchantes! Logo ao sair do desembarque, ainda dentro do saguão do aeroporto, à direita, existe um pequeno posto do Banco de La Nación, que troca por uma taxa normal. Já no outro aeroporto, o Aeroparque, não há posto do Banco de La Nación, apenas casas de câmbio. Presente em vários pontos da cidade, a casa de câmbio Metropolis (na Recoleta é na Presidente Quintana, próximo ao Café La Biela) tem taxas razoáveis (mas piores que os bancos) e horários mais flexíveis. Ultimamente temos optado por sacar pesos, em caixas eletrônicos, direto da conta corrente, mas deve-se habilitar previamente o cartão do banco para fazê-lo. Há caixas eletrônicos nos dois aeroportos, nos shoppings (na Recoleta há um no Buenos Aires Design), nos bancos do centro (muitos) e na Recoleta e em Palermo (poucos). Usa-se o cartão de crédito para quase tudo, deve-se lembrar de habilitá-lo previamente também. No entanto, é necessário ter pesos para pagar táxis e gorjetas nos restaurantes, são raros os que aceitam incluir a gorjeta no cartão de crédito. Conforme já dito no tópico segurança, um problema recorrente em Buenos Aires são as notas falsas de pesos, inclusive quando se faz o câmbio. Uma boa solução é ter com você uma dessas canetas que identificam dinheiro falso. Se receber notas de 100 pesos não hesite em riscar para ver se são verdadeiras.

Transporte dos Aeroportos para a Cidade
O aeroporto Ministro Pistarini, mais conhecido por Ezeiza – EZE, é bem distante da cidade, mais ou menos como o aeroporto de Guarulhos em relação à São Paulo. Sem engarrafamento, leva-se no máximo 40 minutos. Para quem viaja sozinho, a melhor relação custo-benefício provavelmente será pegar o ônibus do Manuel Tienda Leon (não sei muito bem como funciona, pois nunca pegamos). Para duas ou mais pessoas, o melhor é pegar um táxi, com pagamento antecipado no guichê do Táxi Ezeiza que está logo na saída do desembarque, ainda dentro do saguão do aeroporto. Convém confirmar que o preço dos pedágios, que nem são caros, está incluído. O aeroporto Jorge Newbery, mais conhecido por Aeroparque – AEP, fica próximo de Palermo e há táxis comuns bem à direita de quem está dentro do saguão – mas grupos maiores e/ou com muitas malas não vão escapar de ter que pegar uma Berlingo ou um Kangoo (estilo Dobló) nos guichês logo ao desembarcar. Evidentemente, chegar no Aeroparque é muito mais conveniente, ágil, prático e barato (o táxi custa menos da metade do preço de Ezeiza), a única desvantagem é não ter o Banco de La Nación para fazer o câmbio. Para quem é fanático por free shop, o de Ezeiza é infinitamente maior.

Transporte Dentro da Cidade
A zona turística vai de La Boca até Palermo e, portanto, não é muito extensa. Os táxis são o meio mais comum de transporte. Têm preços bastante aceitáveis, mesmo uma corrida entre esses dois extremos não deve passar de 10 dólares, e são muito práticos de se encontrar em todo lugar (nem tanto em dias de chuva forte...). Há várias centrais de rádio táxi, como por exemplo Radio Taxi Premium (fone: 5238-0000 ou 4374-6666), que tem carros com capacidade para bastante bagagem (Berlingo, etc). Em geral, pegamos qualquer táxi na rua e nunca tivemos qualquer tipo de problema. No entanto, já ouvimos relatos de quem passou por situações assustadoras. Uma opção para trajetos com preço pré-combinado é o remis, que são carros comuns com motorista. O metrô é simpático pela sua antiguidade, mas não ajuda muito no transporte, pois vai para apenas um ponto relevante em Palermo e não vai para La Boca e nem para a Recoleta. Evidentemente, o melhor meio de transporte é caminhar e isto é muito fácil em Buenos Aires, pois a cidade é bem plana e boa parte das ruas formam uma grade, não tem como se perder, até a numeração de uma rua acompanha a de outra rua paralela e cada quadra tem sempre 100 números.

Gastronomia
Parrilla é o “churrasco argentino”, em que as carnes são colocadas numa grelha sobre o carvão. Com efeito, as carnes na Argentina são o ponto forte, dentre as quais se destaca o bife de chorizo, que é o corte mais saboroso. Sugerimos pedir “al punto”, que é bem rosado dentro e fica mais macio. Se você tem muito medo de vir mal passado, uma opção é pedir o bife “mariposa”, na qual o bifão vem aberto, cortado ao meio. O bife de lomo (filé mignon) e o ojo de bife também são muito bons. Outra coisa que vale muito a pena pedir, sempre antes das carnes ou outro prato, é a ensalada de rucula com parmesano. Ambos, rúcula e parmesão, temperados com vinagre balsâmico e azeite (dispense sal), fazem uma festa na boca. É impressionante como a rúcula deles é muito mais saborosa que a nossa, pois é colhida no tempo certo, ainda bem jovem, com folhinhas bem pequenas, diferente da nossa rúcula meio amarga, colhida tardiamente. Duas entradas muito típicas são as empanadas e a nossa preferida provoleta. Como acompanhamento para a carne sugerimos a papa frita provenzal, uma batata frita com alho, salsinha e cebolinha. Nunca, nem que você esteja sentindo uma tremenda saudade do Brasil, peça arroz. Se tem uma coisa que os portenhos ainda não aprenderam a fazer é o nosso arroz. O deles é sem sal, sem tempero e com grande chance de ser parboilizado. Em suma, um lixo.
Outros destaques na gastronomia de Buenos Aires são as massas, os queijos e laticínios em geral e as empanadas de forno. Paradoxalmente, nunca conseguimos comer uma boa pizza em Buenos Aires, e olha que já tentamos algumas vezes, sempre com recomendação. No entanto, há excelentes italianos na cidade. Para sobremesas, a opção mais típica (e nossa preferida) é a panqueca de doce de leite, se possível acompanhada de sorvete de doce de leite (ou de creme, para os covardes). O doce de leite, aliás, é um espetáculo à parte na Argentina. Os alfajores também são muito famosos e a marca onipresente é a Havanna, que já chegou ao Brasil. As caixas para levar de presente são muito bonitas. Nós, particularmente, não somos muito de alfajores e preferimos os havannetes (cones com muito recheio de doce de leite e o biscoito no fundo). Atenção que a nossa Vigilância Sanitária implica com produtos que você traz na sua mala. Existe uma lista de marcas (nunca encontramos, se você souber onde está, por favor nos avise) cuja entrada é permitida. Aparentemente a Havanna é uma delas. Nós já presenciamos um passageiro que teve que entregar seus alfajores (de outra marca) na chegada ao Brasil. O mesmo vale para doce de leite.  
Vale lembrar que muitos restaurantes fecham nos domingos e feriados à noite, bem como nas segundas-feiras para almoço e/ou jantar. Aliás, recomendamos fortemente telefonar e fazer reserva antes de ir até qualquer restaurante, mesmo que seja apenas meia hora antes, para: 1) ter certeza de que está aberto; 2) saber se não está cheio; e 3) para confirmar o endereço. Os endereços e telefones que constam neste guia foram pegos do site http://www.guiaoleo.com.ar/. Com relação aos horários, aliás, é bom saber que os portenhos almoçam e jantam tarde. Assim, chegando-se em um restaurante até 13h para almoçar (muitos restaurantes não abrem antes de 12h30min) ou até 21h para jantar, normalmente haverá lugares disponíveis.
Couvert: os restaurantes sempre cobram couvert, exceto algumas pizzarias, cafés ou lugares mais simples. Não adianta dispensá-lo, pois o “cubierto” (couvert em espanhol) não é “o pãozinho”, mas sim a toalha, os guardanapos de pano, os talheres, etc.
Vinhos: nós, particularmente, não bebemos álcool, por questões de saúde. Mas Buenos Aires é um ótimo lugar para se beber bons vinhos a preços muito camaradas, mesmo nos restaurantes. Se a pessoa não for muito exigente, poderá tomar uma copa de vinho da casa por não muito mais do que o preço de um refrigerante.
Gorjetas: salvo exceções, a gorjeta nunca vem incluída na conta, mas nós sempre damos 10%, como aqui no Brasil. A maioria dos restaurantes não aceita que a “propina” (gorjeta em espanhol) seja paga no cartão de crédito, então tenha sempre à mão pesos para essa parte do serviço.
As sorveterias também são um ponto forte de Buenos Aires: Freddo (nosso preferido), Pérsico e Un Altra Volta, que tem a mesma origem, uma história confusa e sabores semelhantes. O sabor mais tradicional, melhor e tiro certo é o “dulce de leche granizado”, de doce de leite com flocos de chocolate. O “chocolate suíço”, com pedaços de chocolate e doce de leite, também é muito bom, assim como o “dulce de leche tentación”, de doce de leite com doce de leite! Na verdade, todos os sabores relacionados com doce de leite são ótimos. Os demais sabores são apenas bons, nada excepcional. De tanto sucesso entre os brasileiros, a sorveteria Freddo já chegou ao Brasil.


Sorvete de doce de leite granizado, imbatível.


Compras 
Comprar não é exatamente o foco de nossas idas à capital portenha. No entanto, Buenos Aires é um lugar que tem muitas opções legais de compras, com muita coisa de bom gosto. Pode não ser tão barato quanto os Estados Unidos, mas sem dúvida é sempre mais em conta que o Brasil (ou pelo menos Brasília, onde vivemos). 
Para roupas e acessórios de adulto, há muitas lojas, para os mais variados gostos e bolsos. Marcas como Lacoste, Puma, Adidas, etc, em geral custam entre 20 e 40% menos do que no Brasil. Para a mulherada, que adora bolsas, eu recomendo a Prüne, uma marca Argentina que faz sucesso e cujas bolsas são bonitas e de ótima qualidade e, o melhor, não são caras. Quem quiser enfiar o pé na jaca e gastar fortunas, pode passear pela Rua Alvear e arredores, onde estão as grifes peso-pesado, como Louis Vuitton, Armani, Prada, Versace, Christian Dior, etc. Dentre os Shoppings, o mais chique é o Pátio Bullrich, na Recoleta, mas ele não é muito grande. O Shopping Abasto (que é obrigatório para quem tem crianças, por causa do Museo de Los Niños) é bem maior e variado. As Galerias Pacifico tem uma boa variedade de lojas e o local em si vale a visita. Quem procura roupas mais descoladas e alternativas deve rumar para Palermo. Há lojas legais espalhadas por todo o bairro, que é grande. Mas quem não está com tempo pode encontrar uma boa amostra nos arredores da Plaza Cortazar. O Buenos Aires Design, na Recoleta (está em passeios também) é especializado em coisas para a casa. Destaque para a Morph, que é super colorida e descolada, cheia de artigos criativos e originais. 
Para quem procura roupas de criança, lembramos de algumas lojas que merecem destaque. Se for em época de “rebajas” (liquidação) tanto melhor. Todas têm filiais espalhadas pela cidade, basta conferir nos sites os locais. São elas: Grisino, Ropa para jugar, (http://www.grisino.com.ar/), Mimo & Co (http://www.mimo.com.ar/), Cheeky (http://www.cheeky.com.ar/#/Cheeky) e Paula Cahen D’Anvers (http://www.paulacahendanvers.com.ar/), esta última com lojas de adulto e de criança, mais sofisticada e, conseqüentemente, mais cara que as outras. Para quem quer algo mais diferente e descolado, o ideal é ir para Palermo. Algumas lojas que valem a visita: Coucou (http://micoucou.blogspot.com/); Owoko (http://www.owoko.com.ar/index_1024x768/index_1024.htm); Toddler, cujo endereço não está no site: Migueletes, 997, Palermo (http://www.toddlerclothes.com.ar/). 
Para comprar artigos de bebês, como carrinhos, andadores, etc, a loja The Baby Company tem alguns endereços na cidade, dentre eles um na Santa Fé, 2841 e outro na Avenida Corrientes, 2389.
Agora para brinquedos eu abro uma sessão em particular.
A Giro Didactico é mais voltada para brinquedos educativos, tem muita coisa em madeira, é bem legal. Nós só conhecemos uma loja em Palermo, que não é grande, mas no site deles tem os "nuestros locales", com todos os endereços: http://www.girodidactico.com/ws_home.php?reso=1024&vel=999 
Outra loja, também nessa mesma linha e um pouco mais careira é a Imaginarium (espanhola), que tem lojas em Buenos Aires. No site, procure em "nuestras tiendas", e escolha Buenos Aires capital federal. A maioria fica em Shoppings: http://www.itsimagical.com.ar/ 
Por fim, tem a El Mundo del Juguete, com muitas lojas espalhadas pela cidade. Esta é uma loja de brinquedos comuns, mas é bem legal (e grande). Para ver as lojas clique em sucursales e escolha Buenos Aires capital federal: http://www.elmundodeljuguete.com.ar/catalogo/

Celular
No site www.phonerental.com.ar, dentre outros, pode-se alugar celulares pagando-se apenas os custos de ligações feitas e recebidas e, opcionalmente, um pequeno seguro de cerca de cinco dólares. É muito útil, não só para as comunicações entre o grupo, como também para reservar restaurantes e checar horários de funcionamento dos passeios. Também é possível comprar chips das principais operadoras (Personal, Claro, etc), mas os preços das ligações feitas são mais caros do que do celular alugado. Em compensação, ligações recebidas são gratuitas, enquanto que nos alugados se paga.


La Boca

Passeios em La Boca
Visitar apenas o Caminitoê, o resto do bairro é horroroso e até perigoso [no táxi, dizer: para La Boca, Caminito]. Para os fãs de futebol, visitar La Bombonera, o estádio do Boca Juniors, que tem um museu e visita guiada.

Caminito (adivinhe quem está no balcão...)


Gastronomia em La Boca
Il Materelloêê (última visita: 2011; end: Martín Rodriguez, 517, fone: 4307-0529). Pegar um táxi no próprio Caminito (a umas 15 quadras do restaurante), ir pela Almirante Brown, entrar na Wenceslao Vijafañe, andar uma quadra para chegar à Martín Rodriguez. Pedir tortelli verde a la panna gratinatti (não deixe de pedir, é inesquecível). O prato é individual, mas pessoas que não comem muito podem dividir três porções entre quatro indivíduos. Vale a pena pedir também salada de rúcula com parmesão, ravióli verde de calabaza al burro e tortelli bianco com verdura e queso na manteiga queimada com alho, tudo delicioso. Não deixe de ir ao Il Materello, vai fazer você querer voltar muitas vezes. Nós NUNCA deixamos de ir ao Il Matterello, no mínimo uma vez por viagem. Mas peça os pratos sugeridos aqui, não nos responsabilizamos por outras escolhas. Quando pedir a conta, peça ao garçom para chamar um táxi.


San Telmo

Passeios em San Telmo
Feira de antiguidades na Praça Dorrego e arredores (se estende por várias quadras da rua Defensa) aos domingos, a partir das 10h da manhã. Na nossa opinião são quinquilharias que não valem a pena comprar, é só para sentir o clima, mas alguns amigos acharam coisas bem legais por lá [no táxi, dizer: para San Telmo, San Juan y Defensa]. Atualmente, San Telmo tem vida em qualquer dia da semana, não necessariamente só aos domingos, a praça está bem cuidada, com mesinhas de cafés e restaurantes ao ar livre.


San Telmo: praça Dorrego

San Telmo: rua Defensa

Casa mínima, na pasaje San Lorenzo, próxima da praça Dorrego


Tango em San Telmo
Ao ar livre durante a feira (nem sempre).

Gastronomia em San Telmo
La Brigadaêê (última visita: 2011; end: Estados Unidos, 465, quase esquina Bolívar, a duas quadras da Praça Dorrego; fone: 4361-5557/4685). O La Brigada é garantia de uma ótima parrilla, com um excelente bife de chorizo. Não se entupa com o pão sem graça da cestinha. Espere o pão caseiro, quentinho, que derrete na boca, pra comer com a manteiguinha, e/ou acompanhado da salada de rúcula com parmesão, temperada por eles. O tamanho do bife de chorizo já foi para duas pessoas, uma época dava só para uma, mas nas duas últimas vezes que estivemos lá achamos que dava pra dividir. Depende do apetite de cada um, carnívoros dão conta de um inteiro, pessoas mais contidas podem dividir, para não se entupir de carne vermelha. Para acompanhar, papa frita provenzal e provoleta. De sobremesa, a tradicional panqueca de doce de leite. Depois da reforma, em 2009, o restaurante ficou bem mais espaçoso. De qualquer forma, aos domingos, no almoço, é indispensável reservar e chegar na hora, caso contrário, vai enfrentar fila de espera na certa.
Brasserie Petanqueê (última visita: 2008; end: Defensa, 596; fone: 4342-7930) É um local simples, com uma comida de bistrô muito saborosa. Fomos só uma vez, mas o cardápio é extenso e tem coisas tradicionais como steak tartare (atenção, é carne crua) e outras menos radicais. Nós comemos lomo bernaise acompanhado de algo entre uma tortilla e um folhado e um mini bife a pimienta (uma espécie de steak au poivre), com batatas laminadas com creme. Estava tudo uma delícia. Eles têm fórmulas diárias, fixadas na parede, além de todo um cardápio variado. Para sair da rotina de parrillas é uma boa, mas chegue cedo, o serviço é demorado (bem demorado, quando está cheio).
Nikkaiê (última visita: 2010; end: Independencia, 732 próximo Chacabuco; fone: 4300-5848). Para quem vai passar muitos dias e quer dar uma quebrada das carnes vermelhas e dos italianos, nada melhor que um japonês. Muito bons gyosas e combinado de salmão, com sashimi, excelente. O missoshiro do couvert eu não gostei muito, pois vinha com uma alga com gosto de maresia. Fora isso, tudo ótimo.
Amici Mieiê (última visita 2011; end: Defensa, 1072 na Plaza Dorrego, no 1º piso; fone: 4362-5562). Em uma zona altamente turística, em frente à Plaza Dorrego em San Telmo, um bom italiano. Pães do couvert muito bons, meu tagliateli al mare e monti estava bom, mas o do Sottovoce estava melhor. As outras massas da mesa estavam bem boazinhas, assim como o linguado. O tiramisu estava muito bom.
El Desnível (última visita: 2008; end: Defensa, 855; fone: 4300-9081). É o que eles chamam de bodegón. Uma boa opção para quem está com o orçamento apertado, mas não quer (e nem deve) fazer a bobagem de ir ao McDonalds. O bife mariposa (que alimenta uma família de pumas) custou inacreditáveis 10 dólares, à época, preço mínimo de qualquer bife de chorizo individual em Buenos Aires. Eu e Nelson não conseguimos terminar. A papa frita é legal, assim como a provoleta. Pode não ser ter sido o bife de chorizo mais memorável da viagem, mas não é de se jogar fora. No entanto, se não estiver mochilando ou fazendo experiências gastronômicas, mantenha-se na rota dos nossos estrelados.


Centro

Passeios no Centro
Praça San Martin: praça em terreno inclinado, onde fica o memorial da Guerra das Malvinas, com uma tocha permanentemente acesa.
Calle Florida: calçadão de pedestres para compras, mas não é mais um lugar agradável para passear, como era até meados da década de 90. Há uma loja com souvenirs de tango no número 239.
Galerías Pacíficoêê: na Florida, entre Córdoba e Viamonte. É um shopping, mas o diferencial fica por conta de uma abóboda linda no seu centro. No piso inferior há um espaço para crianças brincarem e desenharem (grátis).


Galerías Pacífico



Avenida 9 de Julhoê: avenida mais larga do mundo (há controvérsias...).
Obelisco: monumento na esquina da Av. 9 de Julho com Corrientes.
Teatro Colonê: esquina Av. 9 de Julho com Lavalle. Teatro histórico, muito bonito. Dá para fazer o tour guiado e vale a pena conferir a agenda de espetáculos, que são bem baratos nas galerias superiores.
Corrientesê: avenida cheia de livrarias, sebos e teatros, iluminada com néons à noite – é a Broadway deles, um dos poucos lugares onde ainda há movimento noturno no centro.
Praça de Mayoê: todas as quintas há encontro de mães e parentes dos desaparecidos na época da ditadura. No chão da praça estão pintados os lenços que representam essas mães. Também costuma ser palco de manifestações políticas.
Casa Rosadaêê: é o palácio do governo e fica na praça de Mayo. Há tours de cerca de 45min em determinados dias (ao menos em um sábado havia).


Casa Rosada




Catedral: também na praça de Mayo, essa igreja contém o túmulo de San Martin.


Catedral



Cabildo: antiga prefeitura, tem uma arquitetura colonial. Fica igualmente na praça de Mayo. Às quintas e sextas há uma feirinha de artesanato. Não sei se ainda está lá, mas havia uma barraca que vendia lindos fantoches.
Avenida de Mayo: avenida que vai da praça de Mayo até a praça do Congresso (cerca de 15 quadras).
Café Tortoniêê: na Avenida de Mayo funciona, desde 1858, este belíssimo café. Independentemente da qualidade da comida (leia mais em gastronomia abaixo), ele vale a visita.


Café Tortoni



Metrô: a linha A, que corre embaixo da Av. de Mayo, é o metro mais antigo da América Latina, inaugurado em 1913. A estação Peru conserva essa nostalgia e vagões de madeira completam o clima.
Praça do Congressoê: há um belo monumento e o próprio Congresso, que é muito bonito.

Tango no Centro
Café Tortoni: show intimista bem mais barato que os shows tradicionais para turistas, com preponderância do tango cantado, em geral com um cantor, cerca de 3 ou 4 músicos e um casal dançando (era assim em 2002, hoje deve estar bem diferente...).

Gastronomia no Centro
Tomo Iêê (última visita: 2006; end: Carlos Pellegrini, 521, dentro do Hotel Panamericano; fone: 4326-6695/6698). O lugar é meio mauricinho, mas a comida é muito boa. A sobremesa foi a melhor parte, de tirar o fôlego, mas estivemos há muito tempo, não sabemos se mantém a qualidade (pelas críticas na Internet parece continuar ótimo).
West Bengalêê (última visita: 2006; end: Arenales, 855, ao lado do Bengal; fone: 4324-9461). Ele e o vizinho Bengal servem uma inusitada e excelente comida indiana e italiana. Em 2010 os preços de um e de outro estavam bem salgados, mas se você é do tipo que não está nem aí, ligue antes e pergunte se tem o cordeiro no malbec (leva umas quatro horas pra fazer e se não tem, não tem).
Al Carbónê (última visita: 2008; end: Reconquista, 875; fone: 4312-5603/5604). Parrilla “mauricinha” no centro. A qualidade da carne é muito boa, suculenta, saborosa e macia. Tanto o ojo de bife como o bife de chorizo estavam muito gostosos, assim como a papa provenzal. A panqueca de doce de leite era pequena, acompanhada de uma bolinha de sorvete, boazinha, mas nada de espetacular.
Café Tortoniê (última visita: 2011; end: Av. de Mayo, 825, quase esquina Piedras; fone: 4342-4328). Pedir chocolate quente “espeso” e churros. Pode-se molhar os churros no chocolate quente ou pedir uma porção de doce de leite. As outras coisas do cardápio não tem tanta graça, o Café Tortoni vale mais a pena pelo lugar do que pela comida em si. A menos que você seja um chocólatra doente, divida o espesso ou vai passar mal depois. Na última vez os churros estavam quentinhos e crocantes, diferente das outras em que vieram frios.
El Establoê (última visita: 2008; end: Paraguay, 489; fone: 4311-1639). Fomos apenas uma vez, mas nos deu a impressão de ser uma parrilla de ótima qualidade, pois o local vive cheio e comemos muito bem. O ambiente é mais simples que o do Al Carbón, mas se você está a procura de um ótimo bife de chorizo, com corte generoso aqui é o lugar. O bife mariposa era gigante, além de deliciosamente suculento. Para acompanhar, as tradicionais salada de rúcula e papa provenzal. A panqueca de doce de leite estava boa, mas uma delas estava com pouco recheio. Melhor relação custo benefício que Al Carbón.
Filoê (última visita: 2008; end: San Martín, 975; fone: 4311-0312). Parece uma pizzaria, dada a vasta variedade de pizzas no cardápio, mas a garçonete nos disse que as massas eram melhores. Pedimos um ravióli de abóbora com manteiga e sálvia e um de ricota com molho de cogumelos. Ambos muito bons. Pena que faltem massas que tenham os deliciosos queijos derretidos de Buenos Aires como recheio. Mas é uma opção legal para variar.
La Giraldaê (última visita: 2010; end: Corrientes, 1453, próximo à Paraná; fone: 4371-3846). Quando estiver passeando pela Avenida Corrientes, não deixe de entrar neste lugar, de decoração simples, mas que tem ótimos churros à espanhola. Peça um chocolate quente para cada e uma porção de churros recheados com doce de leite para dividir. Molhe os churros no chocolate e seja feliz. Vá de preferência em dia frio.
El Cuartito (última visita: 2011; end: Talcahuano, 937 a uma quadra da Santa Fé, quase na Recoleta; fone: 4816-1758/4331). Pizzaria famosa, que existe desde 1934, mas que, como as demais pizzas de Buenos Aires que já provamos, não mostrou a que veio.
El Palácio da Papa Frita (última visita: 2002; end: Lavalle, 735; fone: 4393-4849; há mais três endereços no centro). Muito famoso entre os turistas, tem a papa souflé, muito boa (muito mesmo). Mas a carne, ao menos quando estivemos lá, deixava muito a desejar. Talvez tenha melhorado, nunca mais demos uma segunda chance.
Las Nazarenas (última visita: 2010; end: Reconquista, 1132 fone: 4312-5559). Opção de asador criolo, aquele no chão. Estivemos há muitos anos e gostamos, mas da última vez, em 2010, ficamos bastante decepcionados com um detalhe apenas. Apesar do couvert, carne, salada, provoleta e panqueca de doce de leite estarem legais, senti um gosto estranho na papa provenzal que, na minha opinião, era de óleo velho.
Los Inmortales (última visita: 2003; end: Corrientes, 1369; fone: 4373-5303/0800-999-5674; há mais dois endereços no centro). Pizzaria tradicional porque era freqüentada pelos cantores de tango, mas a pizza em si é de massa grossa e bem sem graça.
Restó (última visita: 2005; end: Montevideo, 938; fone: 4816-6711). Restaurante bem famoso pela cozinha, mas nossa experiência se revelou bem fraca. Uma codorniz recheada que não tinha gosto de nada e um filé bom, mas que não causou nenhuma sensação. Fomos em 2005, pode ter mudado pra melhor ou pior. Preços bem aceitáveis.


Puerto Madero e Costanera Sur

Passeios em Puerto Madero e Costanera Sur
Puerto Maderoê: resultado da revitalização da zona portuária, é um local agradável e bonito para passear, um calçadão ótimo para caminhadas, entremeado com belas pontes e barcos ancorados. Vale a pena ir de dia, com calma, e também à noite, para jantar. Cruzando uma das pontes e andando algumas quadras chega-se na Costanera Sur, uma espécie de rambla. Nela, um pouco depois da Av. Belgrano, fica a Fuente de las Nereidasê, uma linda fonte com chafariz. Em frente à fonte está a entrada para a Reserva Ecológica, onde se pode fazer caminhadas ou passeios de bicicleta. Há alguns anos havia aluguel de bicicletas bem na outra entrada da reserva, próxima à rua Viamonte.


Fuente de las Nereidas


Crianças em Puerto Madero
Fragata Sarmientoê e Corbeta Uruguay: barcos ancorados ao longo de Puerto Madero. São embarcações bem antigas, com caminhos e escadinhas para os pequenos exploradores. 

Corbeta Uruguay


Gastronomia em Puerto Madero
Puerto Madero é um local de gastronomia, possui dezenas de restaurantes, mas a maioria com preços caros, justamente por ser um local bonito e, principalmente, turístico. Bom lugar para ir em grupos muito grandes, pois os restaurantes são enormes.

Sottovoceêê (end: Alicia Moreau de Justo, 176; fone: 4313-1199; em 2011 fomos no original, na Recoleta – Av. del Libertador, 1098 esquina Ayacucho; fone: 4807-6691). Ver crítica na filial da Recoleta.
Cabaña Las Lilasê (última visita: 2010; end: Alicia Moreau de Justo, 516; fone: 4313-1336). Carnes muito boas e saborosas (ojo de bife, bife de chorizo), mas não se justifica a coluna de preços desproporcionalmente mais cara que a de outros restaurantes com a mesma qualidade, como o La Brigada e o La Cabrera, por exemplo. Muito bom couvert, provoleta, batata soufle nem tão boa assim. Porção da carne individual, não recomendo dividir. Pra quem não se importa em pagar mais (bem mais) apenas por um local mais arrumadinho.
El Mirasol (última visita: 2004; end: Alicia Moreau de Justo, 202; fone: 4315-6277/78/79/80). Outra opção de boa parrilla em Puerto Madero, também estivemos lá há muito tempo.
Happening (última visita: 2005; end: Alicia Moreau de Justo, 310; fone: 4319-8712/15). Estivemos lá há muitos anos e as coisas podem ter mudado pra melhor ou pior. O lugar é meio metido à besta, mas a comida era boa, tanto o bife de chorizo como as papas fritas estavam muito boas.
La Parolaccia Trattoria (última visita: 2011; end: Alicia Moreau de Justo, 1052; fone: 4343-1679). Bom couvert, massas aceitáveis, embora nada de especial.


Once e Almagro

Passeios no Once e em Almagro
O Once é o bairro judeu, mas não é um lugar bonito para se passear.

Crianças no Once e em Almagro
Shopping Abasto: é um shopping, como outro qualquer, mas com um grande diferencial. É lá que fica o Museo de los Niños, descrito abaixo. O parque de diversões do shopping também é muito legal e vale a pena conhecer. Na praça de alimentação há um McDonalds Kosher (aparentemente o único fora de Israel), preparado de acordo com as leis da kashrut, então nem pense em comer cheeseburger, pois carne e queijo não vão juntos nessa dieta. Os animais são abatidos de forma mais humana e tudo passa pela inspeção de um rabino. Fechado na sextas-feiras, por causa do shabat.
Museo de los Niñosêê (fone: 4861-2325; www.museoabasto.org.ar/). Programa  absolutamente imperdível para crianças de até 10 anos, talvez até um pouco mais. Nos arriscamos a dizer que é a maior atração de Buenos Aires para crianças. O museu é interativo e funciona como uma brinquedoteca gigante que simula uma mini-cidade, com supermercado, banco, escola, estúdio de televisão, hospital, etc. As crianças assumem funções como consumidores, seguranças ou caixa de supermercado, motorista de ônibus, apresentador de televisão e rádio, etc. O dinheiro (de mentirinha) que elas sacaram no caixa eletrônico servirá para fazer as compras no supermercado. Ou ela pode trabalhar como enfermeira do berçário na maternidade do último andar. As crianças devem estar sempre acompanhadas de um adulto e os adultos, em tese, não podem entrar sem uma criança.


Museo de los Niños: painel colorido antes da entrada.
Museo de los Niños: fazendo compras no mercado.

Museo de los Niños: brincando de ser caixa.

Museo de los Niños: caminhão de carga do mercado.
Museo de los Niños: Dra. Sofia na maternidade.

Museo de los Niños: carteiras!



Parque de Diversõesê. Também dentro do Shopping Abasto, tem atrações bonitas, coloridas e com musiquinha de fundo. São dois andares, sendo o primeiro com aquelas barraquinhas estilo parque de diversões americano, com jogos e prêmios. No segundo há mais brinquedos propriamente ditos. As crianças adoraram, em particular, um carrinho que além de girar dá uns solavancos pra cima e pra baixo (vai meio que pulando).


Rebeca e Juju curtindo a vida adoidado no carrinho pulante do parque de diversões do Abasto.

  
Gastronomia no Once e em Almagro
Las Violetasêê (última visita: 2008; end: Rivadavia, 3899; fone: 4958-7387). É um café lindíssimo, em estilo parisiense, com aqueles vitrôs coloridos belíssimos. Excelente opção para ir à tarde ou tomar café da manhã. O chocolate quente e os churros recheados são ótimos, mas o que não dá pra deixar de pedir são as medialunas dulces, excelentes. A pasteleria (com doces expostos na vitrine) é de dar água na boca, mas não tivemos espaço no estômago para experimentar. Teremos que voltar nem que seja para provar o mil folhas de doce de leite. O único defeito do lugar é que é meio fora de mão (em um dia de semana, pegamos um tremendo engarrafamento para voltar à Recoleta).


Café Las Violetas



Gallo 702 (última visita: 2008; end: Gallo, 702, a uma quadra do Shopping Abasto; fone: 4861-0472). É um italiano muito (muito mesmo) barato, com uma comidinha bem legal. Bom risoto, boa relação custo-benefício.
Pierino (última visita 2010; end: Lavalle, 3499 esquina Billinghurst; fone: 4864-5715): cantina italiana fora da área turística. Achamos bom, mas nada demais.


Recoleta

Passeios na Recoleta
Village Recoleta (Não existe mais. Era um centro comercial com cinemas, livraria, restaurantes, muito agradável, com calçada larga e pequenas fontes. Hoje está em reforma, já há alguns anos, e estão construindo um shopping no lugar, mas parece que a obra foi embargada).
Cemitério (dispensa endereço, todos sabem onde é). Parece muito louco que toda a agitação de final de semana se concentre ao redor do cemitério, mas ele é um ponto turístico muito procurado seja por turistas argentinos (lá está enterrada a Evita) seja por turistas estrangeiros.
Praça do Cemitérioêê. Além do cemitério, ficam nesta praça a Igreja Del Pilar, o Museo Participativo de Ciencias Prohibido NO Tocarêê (descrição em crianças) e o Buenos Aires Designê (descrição abaixo). Nos finais de semana funciona uma gigantesca Feira de Artesanatoê, que fica lotada de gente. As ruas da  praça têm restaurantes com guarda-sóis ao ar livre para quem quiser ver a movimentação. Vale lembrar que aos sábados e domingos à tarde a Recoleta é uma festa. O Café La Biela tem uma localização bastante privilegiada, pois fica em frente à enorme figueiraêê, uma árvore bicentenária, cuja sombra se estende, democraticamente, por uma área fenomenal. Seus galhos horizontais precisam de estacas de suporte, para que continuem crescendo até o infinito.


A Recoleta é uma festa nos finais de semana e feriados.



Buenos Aires Design . É um shopping com coisas para casa, inclusive móveis. Nós gostamos muito de uma loja chamada Morph, cheia de enfeites coloridos e criativos. Há filiais dela em outros shoppings, mas esta é a maior e mais completa.
Floralis Genericaê É um monumento de uma flor gigante cujas pétalas abrem de dia e se fecham à noite.


Floralis Generica



Avenida Alvearêê É uma avenida com prédios bonitos e calçada agradável para passear. O Hotel Alvear Palace fica nessa rua, bem como algumas lojas de grife.
Shopping Pátio Bullrich. É somente um shopping, mas é bonito e fácil de andar, pois não é muito grande. Há (ou pelo menos havia até uns dois anos atrás) uma delicatessen chamada Valenti, no segundo andar, com produtos bem interessantes para os gulosos.
Livraria El Ateneoêê (Av. Santa Fé, entre Callao e Riobamba). Belíssima livraria no local onde no passado funcionava o teatro Grand Splendid. No antigo palco hoje existe um café. Camarotes e frisas deram lugar aos livros. É a livraria mais bonita que conhecemos. Há filiais da El Ateneo pela cidade, mas sem o mesmo charme. A da Santa Fé é parada obrigatória.


As primas se divertem na bela El Ateneo.



Palácio de Aguas Corrientesê (Av. Córdoba, esquina com Ayacucho). Bela construção de pedra, mas não é aberto ao público, até onde sabemos. É só pra olhar de fora.


Rebeca com passeador de cachorros ao fundo.
A Recoleta e o parque de Palermo são os lugares onde mais se encontram  esses passeadores.

Rebeca assanhadíssima com Scooby.


Crianças na Recoleta
Museo Participativo de Ciencias Prohibido NO Tocarêê (Centro Cultural Recoleta, entre o Cemitério e o Buenos Aires Design; fone: 4807-3260/4806-3456; www.mpc.org.ar/ ). É um museu de ciências muito interativo e bem explicado, com várias salas e experiências variadas.


Prohibido NO tocar!



Apresentações de artistas: nos finais de semana, em determinados pontos da Praça do Cemitério, costuma haver apresentação de artistas, muitos deles para crianças, como teatro de fantoches ou outras performances.
Parquinhos: os parquinhos de areia, balanço, escorregador, etc da Recoleta são em geral muito bem cuidados e cercados. Os melhores, na nossa opinião, estão na Plaza Vicente Lopezê (Montevideo com Vicente Lopez) e na Plaza Mitreê (Peña, entre Larrea e Puyerredon).


Parquinho da plaza Vicente Lopez em horário de pico! 


Tango na Recoleta
Há performances feita por artistas de rua, aos sábados e domingos à tarde, ao lado do Café La Biela e da figueira enorme.

Hospedagem na Recoleta
Nós sempre nos hospedamos na Recoleta, desde a primeira vez, por considerarmos o melhor lugar para se estar em Buenos Aires. Uma lista de hotéis bastante completa, para todos os bolsos, está no excelente site do nosso “guru” Ricardo Freire, Viaje na Viagem, no seguinte link: http://www.viajenaviagem.com/2009/12/onde-ficar-em-buenos-aires-hoteis-na-recoleta/. Para famílias que pretendam ficar uma semana ou mais, a melhor relação custo-benefício é alugar um apartamento. Nós já fizemos isso duas vezes, usando os sites www.buenosairesstay.com/ e www.bytargentina.com/ e deu tudo certo.

Gastronomia na Recoleta
A Recoleta possui diversos restaurantes no entorno do Cemitério, mas não espere muita coisa deles, que são muito voltados para turistas. Não são caros, mas a gastronomia não é definitivamente o ponto mais forte da Recoleta.
Sottovoceêê (última visita: 2011; end: Av. del Libertador, 1098 esquina Ayacucho; fone: 4807-6691; há uma filial em Puerto Madero: end: Alicia Moreau de Justo, 176; fone: 4313-1199). Na primeira vez que fomos, em 2010, comemos um ravióli recheado com ricota e nozes e um outro prato que não lembro. Estava bom, mas achamos as porções gigantes, sem que a nossa garçonete tenha nos advertido para o fato de que eram recomendadas para dois comensais ou um comensal bem guloso. Em 2011, o garçom nos recomendou pedir ½ porção, pois a inteira em geral era “compartida”. O meu prato desta vez foi um “tagliatele al mare e monti”, de comer rezando. A massa era fina, quase transparente, em um molho à base de azeite, camarões, lulas e uma seleção de cogumelos. Acho que uma lágrima de satisfação deve ter escorrido pelo meu rosto. A ½ porção deu bem, mas achei tão bom que teria comido mais. O do Nelson foi um rótolo, uma espécie de rondelli de carne bastante gratinado, muito bom também. Apesar das massas terem porções bem generosas, a salada (de rúcula com prosciutto crudo e lascas de parmesano) veio bem pequena, pra uma pessoa no máximo. O tiramisu estava bom e dava pra dividir.
El Estrebeê (última visita: 2011; end: Peña, 2475 quase esquina Pueyrredón; fone: 4803-0282/0283). Parrilla muito bem localizada, próxima ao parquinho da Plaza Mitre. Na primeira vez seguimos a sugestão da casa, cuja parrilla é uruguaia, e pedimos entrecots. Minha conclusão é a de que não se pede entrecot fora do Uruguai, da mesma forma que não se deve pedir bife de chorizo fora da Argentina ou picanha fora do Brasil. Você até vai reconhecer que a carne é aquela, mas na origem é sempre melhor. Na segunda nos acertamos melhor com o ojo de bife e o bife de chorizo, que estavam muito bons. Excelentes pães no couvert e acompanhamentos ótimos (salada, provoleta, etc). Boa opção para quem quer comer parrilla sem sair da Recoleta.
Siropê (última visita: 2010; end: Vicente López, 1661 - Pasaje del Correo, Local 11; fone: 4813-5900). Dentro dessa pequena rua sem saída (Pasaje Del Correo), há quatro restaurantes com boa fama em Buenos Aires. Um deles é o Sirop, onde comemos muito bem nas duas vezes em que lá estivemos. O prato que mais gostamos foi um asado brasero com malbec, com batata, alcaparra e mostarda dijon. O tempero era bem carregado, portanto, quem gosta de tempero muito suave talvez não curta. Comemos também um agnolloti de cordero, que estava bom, mas nada excepcional. A chocolatíssima, como sobremesa, tem que ser dividida.
Sirop Folieê (em frente ao Sirop, no Local 12, mesmo telefone). É uma versão mais modesta do Sirop (mesmo dono), mas os pratos não devem em nada. Provamos um exótico risoto de abóbora, que, para nossa surpresa, estava ótimo. O ravióli de 3 queijos com molho de cogumelos estava excessivamente temperado para o meu gosto (e ótimo para o do Nelson), lembrando a marca dos temperos fortes das casas. Recomendamos de sobremesa o “bombom assassino”, excelente. Na hora do almoço serve fórmulas (entrada+prato, prato+sobremesa, etc). Boa relação custo-benefício.
Lola (última visita: 2010; end: Guido esquina Junin; fone: 4804-5959). Em zona altamente turística. Na primeira vez pedi ojo de bife acompanhado de cogumelos no molho malbec, que foi considerado o melhor prato da mesa, embora pudesse ser mais bem servido (o bife repousava sobre o delicado acompanhamento, que na verdade era o próprio molho). O panzotti de centolla estava somente ok e o salmão estava bom. Em uma segunda vez eu pedi um tournedo de lomo acompanhado de umas batatinhas redondinhas cozidas. Estava correto, mas o sabor não chegava nem perto do ojo de bife com molho de cogumelos e malbec.
Más Pastas (última visita: 2003). Era um fast-food de massas bem acima da média, que tinha no Shopping Pátio Bullrich, mas uma pena, fechou. Parece que agora só tem delivery em outro endereço, mas não achei em lugar nenhum. Se encontrar, peça “sorrentino de jamon e queso”.
Montana Ranch (última visita 2005; end: Presidente Ortiz, 1813, há uma vaca na frente; fone: 4804-9464). Parrilla, bom cordeiro, mas estivemos lá há muito tempo.
Oviedo (última visita: 2011; end: Beruti, 2602 esquina Ecuador; fone: 4821-3741/4822-5415). Esse restaurante tem uma excelente avaliação em todos os guias e sites. Contudo, nossa experiência foi na contra-mão das críticas. Muito famoso por seus pescados, pedimos um linguado (correto, mas nada excepcional), um bacalhau (achei quase sem graça) e um risoto de camarão (que por ser um pouco picante foi o melhor dos pratos, embora isso não tenha significado tanta coisa). O couvert e a sobremesa (panqueca de doce de leite com sorvete banana split) estavam excelentes. Teremos que voltar um outro dia para tirar a prova dos 9. Repito, não estava ruim, mas não achamos que estivesse acima da média.
Posta Recoleta (antigo El Bodegón de la Recoleta) (última visita 2004; end: Junín, 1767; fone: 4806-0197). O asador criolo, aquele com fogo no chão, continua lá, mas não sabemos se trocou o dono ou a qualidade (não fomos depois da mudança de nome, antes era bom).
Primafila (última visita: 2010; end: Av. Pueyrredón, 2501 - Buenos Aires Design; fone: 4804-0055). Comemos muito bem em 2006 (um cordeiro delicioso, uma sobremesa excelente) e o ambiente era pra lá de agradável (nas terraças do Buenos Aires Design, em uma noite de verão). Porém, em 2010 tive a impressão de que a qualidade não se manteve. As minhas costeletas de cordeiro estavam muito boas, mas os acompanhamentos eu achei pra lá de sem graça.
Romario (última visita: 2002; end: Vicente López, 2102; fone: 4511-4444; há vários outros endereços pela cidade). Pizza de massa fina e bom queijo ao lado do antigo Village Recoleta, opção para se desintoxicar de tanta carne sem sair do bairro. Mas atenção, nossa última visita foi em 2002!
Tandoor (última visita: 2008; end: Laprida, 1293 esquina Charcas; fone: 4821-3676). Opção legal para sair do circuito bife de chorizo com papa frita, especialmente à noite e para quem está a fim de um indiano. Os pratos vem com símbolos para identificar os que são suavemente apimentados e os moderadamente condimentados. Se a pessoa for louca pode pedir fortemente apimentado. De acordo com o garçom, o suavemente condimentado “pica pouco”. Eu pedi um desses e achei que picavam o suficiente. O do Nelson, com dois símbolos, picou pra burro. O meu, um curry de cordeiro Ismaili de Bombay, estava bem saboroso. O do Nelson não conseguimos atravessar a barreira do picante para sentir o gosto de alguma coisa.

Se quiser comer empanadas na Recoleta: El Sanjuanino (última visita: 2008; end: Posadas, 1515; fone: 4804-2909; há mais dois endereços) e La Cuadrita (última visita: 2011; end: Ayacucho, 1409 esquina Peña; fone: 4815-9373). Ambos têm empanadas de forno, a de carne picante é muito boa (um pouco forte), as de queijo ou queijo e cebola também.


Palermo

Passeios em Palermo
Parque de Palermoêê (fone: 4800-1135). O Parque de Palermo é enorme e se estende ao sul de todo o bairro. Embora todo o parque seja muito bonito e bem cuidado, o maior destaque é o Rosedalêê e a pérgula que margeia o lago em sua área. A melhor forma de se chegar lá é pegar um táxi até o Monumento a los Españolesê (end: Avenida Del Libertador, esquina Sarmiento), tirar umas fotos ali e caminhar cerca de cem metros até a entrada do Rosedal. Após o portão, passando os chafarizes há um belíssimo jardim de rosas (há épocas do ano em que está tudo florido). Ande por ele até chegar a uma pequena pérgula na margem do lago. Continue seguido para a direita e, após uma ponte em arco, entre na outra pérgula maior que continua margeando o lago. Observe as árvores cujos troncos se inclinam para beber as águas, formando um lindo cenário. Siga até o fim da pérgula e mais um pouco na beira do lago até chegar ao Pátio Andaluzê, um simpático pátio com uma fonte no meio e azulejos típicos da andaluzia. Infelizmente o Rosedal às vezes está fechado para manutenção. Informações sobre o parque no site:
www.buenosaires.gov.ar/areas/med_ambiente/parque_3_de_febrero/


Monumento a los Españoles
Rosedal: chafariz


Rosedal: jardim de rosas


Rosedal: jardim de rosas


Rosedal: pérgula


Rosedal: pátio Andaluz



Planetário (dentro do Parque de Palermo, próximo ao rosedal). Nunca fomos, mas fica relativamente perto do Rosedal.
Mezquita de Palermoê (Av. Intendente Bullrich, entre Av. Del Libertador e Cerviño). A maior da América do Sul, tem visitas com horário bastante restrito. Até hoje nunca entramos, mas mesmo por fora é muito bonita.
Plaza Cortazar e arredoresêê Hoje em dia há lojas “descoladas” espalhadas por todo o bairro, que atualmente é considerado o mais “cool” de Buenos Aires, em especial nos arredores da Plaza Cortazar e nas ruas Honduras e Armênia. Convenientemente, há um Freddo quase na esquina dessas duas ruas. Mas dedique algum tempo para explorar outras ruas, embora algumas quadras sejam predominantemente residenciais. Observe a arquitetura das casas e sobrados e a quantidade de restaurantes que existem por lá, quase um a cada esquina.


Tango na plaza Cortazar.

Freddo da Armênia quase esquina Honduras



Jardim Japonêsêê Apesar de estar listado como atração para crianças, ele também é um destaque para adultos.

Crianças em Palermo
Jardim Zoológicoêê (fone: 4011-9900). A entrada principal é pela Plaza Itália, no encontro da Las Heras com Sarmiento. Há uma estação da linha D do Metrô nesta Plaza Itália. Também há uma entrada próxima ao Monumento a los Españoles, porém nem sempre está aberta. O zoológico de Palermo tem o tamanho ideal para se percorrer a pé, sem sacrificar os animais, que ficam em locais espaçosos. Recomendamos comprar logo depois do portão de entrada um balde para alimentar os animais, pois esta é a melhor parte do passeio, diversão garantida para as crianças! Informações no site:
www.zoobuenosaires.com.ar/


Zoológico: os animais menores comem na mão...


... passando a boca ou a cabeça por janelinhas.


Para os animais maiores a comida vai em trilhos.


A girafa está olhando para a Rebeca!



Jardim Japonêsêê (também ao lado do Parque de Palermo, próximo do zoológico; fone: 4804-4922/9141; www.jardinjapones.org.ar/ ). Além de muito bonito, pode-se alimentar os peixes e os patos. Deve-se comprar a comida no viveiro, que, inexplicavelmente, fica do outro lado do parque. Até existe um quiosque logo na entrada, mas nunca conseguimos pegá-lo aberto.


Jardim Japonês

Jardim Japonês


Barbie Storeê (Scalabrini Ortiz, entre Cerviño e Cabello, próxima ao Jardim Japonês; fone: 0810-4444-227243; www.barbie-stores.com/; há outra no Shopping Unicenter; fone: 4836-3333). Programa bem para meninas, é uma loja da Barbie, com salão de beleza (corte de cabelo e maquiagem divertida), lanchonete (basicamente com cupcakes) e brinquedoteca (na loja de Palermo, a brinquedoteca, que não é muito empolgante, abre 12h30min e muitas vezes fecha a partir das 14h para festas privadas. Na filial do Unicenter nós nunca fomos).


Salão de beleza da Casa da Barbie

Maquiagem após o corte de cabelo

Super poderosas



Shopping Alto Palermo (end: Santa Fé, 3253, esquina Coronel Diaz). Nesse shopping há um mini-Parque de Diversões com motivos do Cartoon Network, onde aos sábados e domingos costuma ter teatro/atividade com personagens. Certa vez pegamos o Fred Flintstone e o Barney Rubble comandando um jogo de perguntas para a garotada.


Mini-Parque do Cartoon Network



Shopping Paseo Alcorta (end: Av. Figueroa Alcorta, esquina J. Salguero). Em 2010 havia uma brinquedoteca grande e gratuita de um genérico do Lego. Se estiver passeando pelo shopping, vale a pena procurar, mas não sabemos se era alguma coisa temporária.


Brinquedoteca do Paseo Alcorta.


Gastronomia em Palermo
É verdade que a maior parte da gastronomia hoje se concentra em Palermo. Mas não espere encontrar todos os restaurantes enfileirados, um ao lado do outro. Apesar de algumas ruas terem uma boa concentração de restaurantes, os achados estão espalhados por todo o bairro, que é bem grande.
Azema Exotic Bistrôêê (última visita: 2011; end: Angel Carranza, 1875; fone: 4774-4191/4899-0535). Cozinha francesa com toques asiáticos. No couvert havia deliciosos pães caseiros, alguns aromatizados, com pastinhas diferentes e gostosas. Fomos em seis pessoas e todos os pratos estavam muito saborosos. Elegemos como melhor prato a “silla de cordero com enebro y vino tinto”, acompanhada de batata rostï (que estava um pouco salgada), e o ravióli de cordeiro com seu próprio molho e pedaços de cordeiro com osso. Bom também o lomo com pimienta negra. Como sobremesa, a que gostamos mais foi “coulant” de chocolate (um petit gateau) com molho de chocolate branco e sorbet de framboesa, divino!
Don Julioêê (última visita: 2011; end: Guatemala, 4691 esquina Gurruchaga; fone: 4831-9564/4832-6058). Ótima opção de parrilla em Palermo. Boa dica da Time Out. Pedimos sempre as mesmas coisas: ojo de bife, bife de chorizo mariposa, provoleta, salada de rúcula com parmesano, etc. Boa panqueca de doce de leite. Uma única observação: houve vezes em que o timing da batata frita não acompanhou o da carne (uma vez veio bem antes, outra bem depois).
La Cabreraêê (última visita: 2011; end: Cabrera, 5099, esquina Thames; fone: 4831-7002) e La Cabrera Norteêê (última visita: 2011; end: Cabrera 5127 a trinta metros do outro; fone: 4832-5754). Até 2010 nossa opinião era de que o La Cabrera era bom, mas os acompanhamentos eram muito loucos (pimientos de pequillo, purê de batatas, abobrinha com ovos, alho caramelado, purê de abóbora, molho funghi, feijão branco, batatinha com mostarda dijon, lentilhas em óleo temperado, vagem, endívia com tomate secos). Nós apelidamos o conjunto de “fondue louco de bife de chorizo”, mas nunca deixamos de voltar sempre, porque a estrela da casa é a carne, impecável. Como acompanhamento, já tivemos que pedir uma louca papa com cebola caramelada, que era muito boa, mas achamos meio exótico. Desta última vez descobrimos que eles fazem a papa provenzal, mesmo não estando no cardápio, e era excelente. A panqueca de doce de leite com sorvete de doce de leite estava simplesmente divina. Eu arriscaria dizer que foi a melhor da viagem (fininha como uma lâmina). Em 2011 percebemos que também os novos conosquinhos ficaram mais harmônicos com a carne, apesar de ainda aparecerem uns itens louquérrimos. A comida dos dois é igual, mas recomendo fortemente o novo (La Cabrera Norte), que é mais bonito, espaçoso e com um banheiro mais ajeitado que o antigo.
Sarkisêê (última visita: 2008; end: Thames, 1101 esquina Jufré; fone: 4772-4911). Comida do oriente médio deliciosa, a preços honestíssimos. O problema é a tentação de pedir tudo do cardápio (coisa que o garçom vai tentar te convencer a fazer). Peça no máximo duas entradas, para caber na barriga o prato principal, que vale a pena. O cordeiro al fierrito (espetinho de cordeiro, com tomate, cebola), meia porção para uma pessoa, é uma excelente pedida. Também pode ser o cordeiro al fierrito completo, com iogurte por cima. De sobremesa o baklava fecha bem a refeição.
Bella Itáliaê (última visita: 2005; end: República Árabe Síria, 3285 próximo Cerviño; fone: 4802-4253). Cozinha italiana muito boa, de sabor levemente exótico (ravióli com molho de limão, por exemplo). A sobremesa, uma panqueca com creme, estava deliciosa.
Río Albaê (última visita: 2008; end: Cerviño, 4499 esquina Oro; fone: 4773-5748/9508). Parrilla freqüentada por locais, já esteve entre os nossos preferidos, porque a qualidade da carne era muito boa. A qualidade continua, mas não tanto quanto antes e pra completar os preços subiram desproporcionalmente. As outras parrillas estreladas oferecem excelentes parrillas que não cobram tanto.
Social Paraísoê (última visita: 2004; end: Honduras, 5182 próximo da Plaza Cortazar; fone: 4831-4556). Bistrô charmoso em uma casa antiga com um pequeno jardim de inverno. O cardápio varia bastante, mas sempre tem boas entradas e uma comida legal a preços moderados. Era um hit nas nossas idas, mas já faz muito tempo que não vamos, não sabemos explicar por que razão.
El Manto (última visita 2011; end: Costa Rica, 5801 esquina Carranza; fone: 4774-2409). Comida armênia. Pedimos uma degustação de entradas (salada de berinjelas com feta, taboule, baba ganoush e hummus, normais), pratos (manti - uma massinha recheada de carne com iogurte, gostoso, cordeiro cozido com arroz pilaf, mais ou menos, e shish kebab de ternera assado na parrilla acompanhado de trigo bulgar, muito bom) e sobremesas (diversas versões de baklavas e outros doces sem nenhum sorvetinho para atenuar todo aquele açúcar). Saldo: bom, mas eu esperava mais. Se for em dia quente peça para não ficar no andar de cima. Além de desinteressante (o andar de baixo é todo descolado, com um confessionário antigo, uma fonte na parede), o ar-condicionado não funciona direito, pois o ar quente sobe do andar de baixo.
Elisabetta (última visita: 2008; end: Sinclair, 3027; fone: 4773-8629). Italiano de preços baixos e boa classificação no Guia de Restaurantes do Vidal Buzzi. Nossa experiência não foi boa. Os três pratos estavam muito sem graça, embora o atendimento tenha sido simpaticíssimo.
Il Ballo del Matone (última visita: 2008; end: Gorriti, 5737 entre  Carranza e Bonpland; fone: 4776-4247). Italiano cabeça em Palermo. Com uma decoração meio brechó meio borracharia, garçons de cabeça meio raspada, meio tatuada, e um cardápio escrito em quadro negro (pois muda sempre), que perambula pelas mesas levado pelo garçom. Nosso fusili com um molho de descrição super detalhada pelo garçom se revelou uma ótima massa caseira com um molho de tomate gostoso. O canelone de carne e espinafre estava bom, mas nada demais.
La Dorita (última visita: 2008; end: Humboldt, 1911 esquina Costa Rica; fone: 4773-0070; há outros endereços). É uma parrilla bem famosa em Palermo. Enche até numa segunda-feira no almoço. Os cortes de carne, embora saborosos, podem estar muito gordurosos (não somente aquela gordura que envolve o bife, mas uma gordura entranhada na carne, difícil de remover). A panqueca de doce de leite estava bem mais ou menos e as batatas fritas corretas. Empanadas com cominho além da conta.
La Retirada (última visita: 2008; end: El Salvador, 4945; fone: 4833-9376). Parrilla correta, embora nada excepcional.
Lucky Luciano (última visita: 2008; end: Cerviño, 3943 próximo Ugarteche; fone: 4802-1262) O Lucky Luciano fechou, mas no lugar dele funciona o Guido (ainda não fomos), que já existia e aparentemente era o pai do Luciano. O Lucky era um italiano metido a diferente. Os pratos eram um pouco exóticos, mas de muito boa qualidade, de onde se pode supor que o restaurante do Guido seja bom.
Ravello (última visita 2010; end: Honduras, 5906 esquina Emilio Ravignani; fone: 4770-9400). Uma boa pedida para quem vai com crianças, mas é bom não ir em dia quente. Explico: o salão próximo à mesa dos jogos, brinquedos didáticos, papéis e lápis para desenhar não tem ar-condicionado. No dia em que fomos, em fevereiro, a equipe de recreação estava de férias, mas a mesa estava lá. Erraram o ponto da nossa carne para mais, então ficamos um pouco sem parâmetro para classificar o bife de chorizo mariposa e o bife de lomo que pedimos, mas aparentemente estava bom.


Las Cañitas

Crianças em Las Cañitas
Mundo Discovery Kidsê (Federico Lacroze, 1648; fone: 4772-2282). Esta brinquedoteca é bem nova e, apesar de nunca termos ido, já colocamos uma estrela pois com certeza será um destaque – para crianças que curtem os personagens do Discovery Kids, é claro. Informações no site:

Gastronomia em Las Cañitas
Concentra-se nas calles Baez e Arce e arredores, onde há diversos restaurantes, praticamente um atrás do outro, e vida noturna agitada, ao menos nos finais de semana.
Eh! Santinoê (última visita 2010; end: Báez 194; fone: 4779-9060). Pedimos um agnolotti com molho de cogumelos, ravióli de calabaza com molho de tomate e manjericão e um sorrentino negro recheado de langostinos, camarões e kani com molho de salmão defumado e creme de leite fresco. O último prato foi de longe eleito o melhor da mesa. A panqueca de doce de leite, acompanhada de sorvete de doce de leite, estava uma delícia.
Novecentoê (última visita: 2008; end: Báez, 199; fone: 4778-1900). É um restaurante de comida muito boa (embora não tenha grande variedade), mas o serviço pode ser muito lento, especialmente se a casa estiver cheia, o que acontece com frequência.
Campo Bravo (última visita: 2005; end: Báez, 292; fone: 4514-5820). Parrilla boa (ao menos na única vez que fomos, há vários anos) e barata, está sempre com fila na hora do jantar.
El Estanciero (última visita: 2004; end: Báez, 202; fone: 4899-0951). Parrilla movimentada, mas o corte da carne não mostrou a que veio, achamos gorduroso.
Morelia (última visita: 2005; end: Báez, 260; fone: 4772-0329). Pizzaria cujo diferencial é que as pizzas são feitas na parrilla. Elas têm massa fininha e são gostosinhas, mas não dá pra perceber nenhuma diferença. Estivemos lá há muitos anos, pode ter mudado.


Belgrano

Passeios em Belgrano
O bairro nos pareceu meio feio, tinha um parque bem sem graça, com construções em estado de decomposição (acho que eram as tais “Barrancas de Belgrano”).

Gastronomia em Belgrano
Sucreê (última visita: 2006; end: Sucre, 676; fone: 4782-9082). Distante, mas com boa comida contemporânea e ambiente moderninho. Costumava estar cheio (indispensável reservar). Aposte mais nas entradas e comidas. As sobremesas podem ser malucas demais, não gostamos da que pedimos.


Outros

Passeios
Tren de la Costa: uma viagem longa (chata, na opinião de Nelson), mas para quem gosta de andar de trem é uma boa, com Parque de la Costa (fone: 4002-6000), um parque de diversões interessante, no final da linha do trem. Informações nos sites:
Delta do Tigre Principal passeio de quem pega o trem de la costa. Nós nunca fizemos, mas pelo que alguns dizem é a melhor parte. No entanto, outros já avisaram que é mais chato que o trem!
Feira Mataderos (fone: 4342-9629). Feira gaúcha, geralmente aos domingos durante o dia, mas no verão aos sábados à noite (nunca fomos). Informações no site:
Costanera Norte Durante o dia há pessoas pescando e tomando sol. Há também vários restaurantes, pois antes da restauração de Puerto Madero, em 1995, esta área cumpria esta função (nunca fomos aos restaurantes).
Terra Santa (fone: 0800-444-3467). Parque temático religioso (nunca fomos). Informações no site:
Temaikén (fone: 03488-43-6900). Pelos panfletos parece ser um grande zoológico com um belo aquário, mas conforme relatos que já lemos talvez seja mais do que isto (fica a cerca de 80km de Buenos Aires, nunca fomos). Informações no site:

Tango
Em geral os hotéis reservam os shows de tango, já incluindo o traslado, muitas vezes pelo mesmo preço do espetáculo em si ou com pequeno acréscimo. O Café de Los Angelitos é mais central, enquanto que o Señor Tango é bem fora de mão.
Señor Tangoêê (fone: 4303-0231). Show espetaculoso, com vários músicos, excelentes dançarinos, cantores e até cavalos, muito turístico, mas muito bonito também. Informações no site:
Café de Los Angelitosêê (fone: 4314-1121). Show muito bonito, com cinco integrantes na orquestra, dois cantores e diversos pares de ótimos dançarinos. O jantar tinha umas três opções de entrada, prato principal e sobremesa. A comida é apenas aceitável, como na maioria desses shows de tango. Informações no site:

3 comentários:

  1. Hola Cecilia! Como estas!? pero que lindo blog que tenes! Soy María Eva, la profesora de español. Quisiera saber si es posible tener una dirección de correo olectronico para escribirte. Gracias!

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    1. Hola Eva! Por supuesto que si! Mi correo electrónico es ceciliasimpson@yahoo.com.br, hasta luego!

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  2. Grande Nelson.

    Estou procurando informações sobre a Itália. Interessantes as dicas sobre Buenos Aires.

    Tudo bem?

    Abraço.

    Meneguzzo

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